Coraline, Neil Gaiman

Título: Coraline

Autor: Neil Gaiman, ilustrações de P. Craig Russel

Editora: Rocco Jovens Leitores

Páginas: 186 p., il. color.

Ano: 2008

Formato da leitura: em papel

Resumo: Coraline acaba de se mudar para um apartamento num prédio antigo. Seus vizinhos são velhinhos excêntricos e amáveis que não conseguem dizer seu nome do jeito certo, mas encorajam sua curiosidade e seu instinto de exploração. Em uma tarde chuvosa, consegue abrir uma porta na sala de visitas de casa que sempre estivera trancada e descobre um caminho para um misterioso apartamento “vazio” no quarto andar do prédio. Para sua surpresa, o apartamento não tem nada de desabitado, e ela fica cara a cara com duas criaturas que afirmam ser seus “outros” pais. Na verdade, aquele parece ser um “outro” completo mundo mágico atrás da porta. Lá, há brinquedos incríveis e vizinhos que nunca falam seu nome errado. Porém a menina logo percebe que aquele mundo é tão mortal quanto encantador e que terá que usar toda a sua inteligência para derrotar seus adversários.

 

Opinião: Suspeitíssima para falar. Eu paquero esse livro há tanto tempo…!! Na verdade isso é uma releitura. Ao longo dos anos, sentei muitas vezes no meu sebo favorito em Niterói (RJ) para folhear “minha” HQ. A verdade é que eu não tinha um centavo para comprar nenhum livro, então passava horas lendo dentro das lojas de livros usados.

(Ps. Cristiano, seu lindo, um beijo por deixar eu passar a tarde atravancando o caminho no seu sebo *_*)

Capa da HQ Coraline, de Neil Gaiman
Minha edição de Coraline, recém-chegada *_*

A história se passa em torno de Coraline, uma menina que acabou de se mudar com seus pais para um casarão esquisito, com vizinhos ainda mais esquisitos, onde ela não tem lá muito o que fazer além de esperar o inicio das aulas. As imagens do tédio dela, vagando pela casa e “escorrendo” pela cadeira me fazem lembrar de mim mesma – grande quantidade de lápis de cor e Almanacões da Turma da Mônica nas férias, para aguentar parte do “que-saco-não-tem-nada-pra-fazer”.Magistralmente (adoro esses adjetivos quase superlativos) escrita por Neil Gaiman – um dos meus autores favoritos, foi publicada em 2002, e ganhou o Prêmio Hugo de Melhor Novela no ano seguinte. Virou filme em 2009 (stop-motion, maravilhoso), mas a HQ veio em 2008, muito mais “sinistra”, por sinal. A versão HQ é minha favorita, os traços do Russel me deixam louca, me remetem bastante ao Sandman.

HQ Coraline, apresentando o miolo do livro
Esse amarelo-gema-lindo das contracapas…

Atravessando a Porta, até ontem mesmo lacrada com tijolos (!!! Só eu vejo que isso ia dar m*?) que leva à casa ao lado, Coraline entra, na verdade, em outra realidade: lá ela encontra a “outra mãe” e o “outro pai”. São oferecidos todos os quitutes que ela gosta, e a promessa que nunca mais sentirá tédio novamente… ela só precisa ficar lá, para sempre.Coraline acha tudo chato, acha que os pais não prestam atenção nela (chatice adolescente, sim ou com certeza?), e resolve brincar de explorar. Nessa ela conhece seus vizinhos – as velhas loucas que implicam uma com a outra, que moram juntas no andar debaixo; e o sr. Bobo (eita, nome bão!!), que mora no andar de cima e alega estar treinando ratos em uma banda musical. Conhece o Gato (“Gatos não precisam de nomes, eles sabem bem quem são”), e, enfim, descobre A Porta.

Que maravilha, não? Não! É claro que “IT’S A TRAP!!!”

Agora ela não só precisa descobrir como se livrar da estranha “outra mãe”, com seus olhos de botões pretos… como descobrir como reunir sua família de novo 😉 Para isso, ela conta com a ajuda do Gato, e dos conselhos e apetrechos da vizinhança – que são estranhos, mas parecem que sabem o que estão falando.

É claro que ela consegue voltar, como era de se esperar de uma história dessas… mas o melhor é o que continua DEPOIS que ela volta 😉

HQ Coraline, aberta na página 25
Livro semi-aberto: ainda está novo, estou com peninha de esgarçar o miolo 😀 – e com luz natural, porque a artificial reflete na página 😉

Leiam, leiam! É uma leitura fluída, rápida… mas não deixem de prestar atenção aos detalhes dos desenhos e dos quadros, que foram muito bem dimensionados e compostos. Eu queria que Gaiman tivesse escrito essa novela quando eu ainda era pequena, quando eu ainda estava na fase do tédio – ia ser demais ler algo tão próximo a minha realidade, rsrs.

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