Lidos em novembro – ou "esse mês foi um desastre"

Bem que eu tinha falado, detesto novembro.
Ô mês sacana, gentes. Dá sempre tudo errado, me trás péssimas recordações. Tem as provas finais na Universidade, então os alunos estão todos loucos e mau-humorados na biblioteca, descontando o nervosismo nos meus colaboradores e em mim, obviamente.
Estou cheia de coisas para resolver na vida; coisas boas, inclusive, mas que tomam tempo, obviamente.

No meio disso tudo, não sobrou lá muito tempo útil para ler. Ou disposição. Muitos horários de almoço pendurada no celular resolvendo problemas ao invés de ler. Da lista que fiz no início do mês, da minha TBR, eu sinto até vergonha. Um eu abandonei, em outro nem cheguei a encostar.

Fiz resenha de praticamente nada esse mês; não deu tempo.

Mas é isso aí, porque ler é muito bom e maravilhoso. Mas existem coisas mais importantes. Às vezes. 😛

– Fuan no Tane – Nakayama (livro digital)

É BOM. Ainda daquelas listas de mangás de terror, que pipocaram na internet no final de outubro. Comecei a ler em 29 de outubro, mas li só umas 3 historinhas. São mais de 70, algumas com apenas 3 páginas, mas que dizem bem a que vieram, se é que me entendem. A ideia é falar exatamente daquelas coisas que não são beeem um terror… não inicialmente. A sombra do poste na rua vazia, um barulhinho de encanamento num sábado à noite em casa… eeee BANG! NO FOCINHO! (Family Guy feelings, ok)
Gostei!

Mangá de terror Fuan no Tane
ME-DA desses olhinhos japoneses espiões

 

– As horas – Michael Cunningham (livro físico, biblioteca)

Abandonei. Ponto. Não rolou. Tentei por 50 páginas, e então parei de me martirizar por não conseguir.

– O oceano no fim do caminho – Neil Gaiman (livro digital)

Muito amor por esse livro! Vida eterna ao Neil Gaiman!

 

– Paraíso, o sorriso do vampiro – Suehiro Maruo (livro físico)

Esse aqui foi uma surpresa gi-gan-te. Comecei a ler quando ainda estagiava na Biblioteca Nacional. Saí do estágio sem terminar o mangá; lembrava da história, mas não do título, e nunca mais consegui achar. No início desse mês, estava eu, feliz da vida esperando para tosar a cabeleira no salão mais legal de Curitiba (Fio-fio Beauty Club, gente, recomendo muito!), quando de cima da prateleira de livros de doação, esse magnífico exemplar me pisca!
E podia levar pra casa, então levei *_* Vou levar ele de volta pra lá, quem quiser ler, passa lá pra cortar o cabelo e pegar 😀 – Não é jabá, tá, gente? As meninas lá nem lembram que eu existo.

Não é para corações fracos e pessoas-nojinho. Maruo é conhecido por ser mestre do Ero-guro, uma mistura de Erótico e grotesco; depravação moderada a forte, e quem acha que não consegue ver isso, nem leia. Mas que os desenhos são muito bem feitos, ah, são

Ero-guro-Suehiro-Maruo
“Oláaaa, você que eu não via há taaanto tempo!”

 

– O demonologista – Andrew Pyper (livro físico)

Olha. Decepção define. E a culpa é toda minha. Porque não posso culpar o livro, muitos gostaram dele. Eu que não tava muito de bem com o pobre.
Juro que não estava cheia de expectativas, não estava comparando esse livro a nenhum outro. Mas eu tive que me obrigar muito a sentar para ler ele. Sabe quando não faz diferença para você? Se eu tivesse largado no meio não ia me importar de saber ou não o que aconteceu com os personagens. Mas comprei essa praga, custou quase 40 pilas então, e eu me obriguei a ler.

Resultado: já passei ele adiante num sorteio. Agora comigo é assim: não gostei, não esquenta lugar na estante não! Rsrs

Mas que o sacana é muito lindo, isso ele é!

– Essencialismo – Greg McKeown (livro digital)

Esse veio totalmente fora dos planos, mas caiu como uma luva. Já disse aqui antes que sou super a favor do conceito minimalista: ter menos coisas para se preocupar, para ter espaço para pensar de verdade nas coisas importantes.
O livro fala disso. Foi bastante “mais do mesmo” para mim, que leio sobre isso há alguns anos. Mas é sempre bom para reforçar, quando a gente tá distraído e deixa as coisas desimportantes entrarem sorrateiramente na nossa vida de novo.
Deu pra dar uma sacudida.

Livro sobre minimalismo
Essencialismo, minimalismo, mais com menos. Gosto dessas expressões 😉

– Fim – Fernanda Torres (livro digital)

Tava paquerando fazia tempo. E sim, é aquilo tudo. Gostei muito.
Se com o Antônio Calado (resenha aqui) a gente revisita a infância, nesse a gente olha no entorno. As amizades, longas e curtas; as palavras não ditas; a terceira idade e a velhice.
Única conclusão a que chego: não acredito que a gente amadureça MUITO depois de mais velho não, rsrsrs

Livro da Fernanda Torres
Copacabana se consagrou para mim como “bairro dos velhinhos”; fui muito lá…

 

Esses eu comecei no final de novembro (dia 30, na verdade). Como não terminei, entram na do mês que vem:

– Prince of Thorns – Mark Lawrence

– O perfuraneve (HQ francesa, estava na tbr desse mês e não consegui nem encostar nela, tadinha)

Um comentário

  1. Paulla, e eu que terminei de ler um, li um do Gil Gomes (hahahhha) e agora to empacada no Sétimo? Tenho a impressão de que eu nunca terminarei o Desafio Halloween Literário 2015.

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