Planejando 2016 I: Ler os livros [físicos] que já tenho

Quando eu morava no RJ, eu tinha muitos livros. Muitos, de verdade. A maioria com memórias muito ligadas a eles, muito amor aos personagens, Muita história (a coleção das Brumas de Avalon, a coleção do Harry Potter, foram lidas e relidas, E relidas). Me deu a louca, uma gana de ficar mais leve, e eu dei metade da coleção, saí me desfazendo e diminuindo o espaço ocupado das estantes. Comigo ficaram os não lidos, os favoritos de todos, ou os que eu simplesmente não conseguia eliminar.
Alguns livros que ficaram, eu quero reler, com meus olhos de hoje. Outros eu não lembro da história, outros ainda eu larguei no meio porque não era o momento.
Estava percorrendo minhas estantes e decidi que era mais do que a hora de fazer duas coisas:
1. tirar os livros que eu possivelmente nunca irei ler. É, isso ai. Aquele livro que você comprou por impulso porque achou num sebo a R$ 5,00, parecia interessante, mas você nunca leu. Porque sempre tem algum para passar na frente, sempre tem outro mais interessante, porque aquele parece legal mas “não é a história” que você quer ler AGORA – mas o AGORA dessa história nunca chega.
Esses títulos serão doados, trocados, dados, e não ocuparão mais espaço na minha casa. A lista fica na minha caderneta de livros, para simples conferência. Gosto de olhar, de vez em quando. E se eu realmente tiver vontade de ler algum desses descartados depois, posso procurar nas bibliotecas daqui.
2. separar os livros que eu QUERO ler, efetivamente.
E esses são sub separados em três categorias:
– os que eu quero ler, mas já sei que não vou querer guardar; então será ler e colocar na pilha de “livros para circular”
– os que eu quero ler, e não são meus. São os livros do marido, que eu vou ler e colocar exatamente no mesmo lugar da estante
– os livros que eu quero ler, e por enquanto, guardar. Livros que têm memória afetiva, dedicatórias, me fazem lembrar algo, ou que eu simplesmente não tenho coragem de tirar daqui ainda.
Não são meus:
Senhor-dos-aneis-livro-I-capa
Senhor dos anéis: A Sociedade do anel (livro I), J. R. R. Tolkien
Li há muito tempo, antes dos filmes saírem; 1999, acho eu. Não foi um livro memorável para mim; se eu conseguir terminar o livro I (não sei se ainda tenho paciência), coloco os outros dois na lista. Esse é do F.
Ps. Dormi no meio do segundo filme, e não consegui terminar o terceiro (me julguem!)
Stonehenge, do Bernard Cornwell
Dei de presente pro F. quanto fizemos… 2 anos morando juntos, acho. Sim, eu dou livros de presente, e acho um dos melhores presentes do mundo 🙂
Adoro a estilística do Cornwell, mas não consigo mais engrenar em livros dele. Bloqueio? Maybe.
Caçadores de obras-primas, Robert M. Edsel
Outro que dei pro F. de presente; assistimos o filme – não tão bom quanto poderia, não tão ruim quanto achei que seria. Ele tem uma coleção boa de livros relacionados à guerra (e eu contribuí para o crescimento dela, consistentemente)
Ler e guardar:
Fundação-Isaac-Asimov
Fundação, Declínio & Ascensão, Isaac Asimov
O box branco, lançado pela Aleph, que contempla os títulos: Limites da Fundação; Fundação e Terra; Preludio à Fundação e Origens da Fundação
O livro das virtudes, compilado por William J. Bennett.
Reúne histórias com moral, passagens de livros sagrados (bíblia, corão, talmude), fábulas, passagens mitológicas, e outros; os textos são apresentados de acordo com alguma virtude, reunidos em torno do assunto comum.
A conturbada história das bibliotecas, Matthew Battles
[guardar por motivos de: pra mim, funciona como livro técnico]
Já li, assim que entrei na faculdade de Biblioteconomia; agora é mais por diversão, anotar alguns pontos, aprofundar alguns assuntos.
Ler e mandar embora
 
1984-capa-Editora-Nacional
1984, George Orwell
Temos dois desses aqui em casa, o que vou mandar embora é o mais surrado e remendado – mas preciso reler antes de tirar da estante. É uma tradução mais antiga, mais do jeito que eu gosto.
Quem leu essa, sente a diferença logo, como “novilíngua” (antiga) e “novafala” (nova)
Ps. Demorei um século para achar essa capa, que é a do meu livro ¬¬”
O rei branco, de György Dragoman
Ganhei. Dizem que é bom. Provavelmente não vou ficar com ele, por isso já está na lista dos “mandar embora”. Mas isso pode mudar, né? Veremos.
O fundamentalista relutante, Mohsin Hamid
Fala de como a vida de um imigrante lá dos sírio/árabes mudou logo após o atentado de 11 de setembro. Depois dos ocorridos em Paris, continua bastante atual.
Para as pessoas PARAREM de achar que falou enrolado e tem cara de muçulmano, é obrigatoriamente um homem bomba. Palhaçada.
O vendedor de armas, do Hugh Laurie
Sabe o pai do Stuart Little?
Não?
Mas o Dr. House você conhece, né?
Comprei pra ver se o Hugh Laurie é tão bom escrevendo quanto é atuando
Então, para o ano que vem, tentaremos esses básicos. Vamos continuar com as listas, aguardem cenas dos próximos capítulos 🙂

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