Mas… o que é uma “resenha”? E um pouco de etiqueta social

[Comecei pensando na lógica das resenhas, parei um pouco mais adiante. O texto ficou assim, todo desconjuntado. Reflexo fiel da minha cabeça, rsrs]

Ok, teoricamente, eu sei o que é uma resenha. Acredite. Não fiz faculdade de letras, mas fiz Biblioteconomia, e nós precisamos efetivamente saber como resenhar um livro, uma revista, etc.
Mas assim… agora eu entrei no extenso e ma-ra-vi-lho-so ramo dos blogs literários, vira e mexe me deparo com as famosas “resenhas”. Acho justo. A gente lê um livro e quer compartilhar opiniões, claro: ótimo, bom, passável, uma meleca. E é tão bom trocar informações, falar com quem leu o mesmo que você, gente que não acha que você está falando grego quando você diz que o “Maxon é o máximo” (não, não li esse livro, só li muito sobre por aí, rsrs).
Geralmente, na resenha, a gente coloca os dados básicos do livro (autor, título, editora) , para que os outros saibam exatamente de qual livro a gente está falando. Também é legal colocar o ano, talvez a edição – há mudanças homéricas de uma edição para outra, dependendo do livro, e até ou de um tradutor para o outro (obras antigas e os clássicos, principalmente).
Então a gente pode escrever o resumo da editora, conforme vem no livro.
E aí, vira o samba do [insira aqui a raça que você quiser, somos politicamente corretos] doido.

Pensando sobre isso, tava tentando definir algumas “indicações” (não são regras…) de etiqueta, para quem resenha e para quem lê. Baseada pura e exclusivamente na minha experiência como leitora, vê-se bem, rs.

Meme sobre falta de educação homem aranhaOuça o Aranhinha, vamos falar sobre a SUA educação – ou falta dela

 

Sobre quem escreve

Eu vi uma coisa muito, muito feia, algumas vezes: os temidos spoilers. Gentes, blogueiros, coleguinhas amantes do livros…. não coloquem spoilers nas suas resenhas, a não ser que deixem isso bem claro! Eu NUNCA me importei de saber o final dos livros antes de sequer lê-los; mas tem gente que não gosta, que quer a surpresa. Eu vivo me vigiando para não falar demais sobre os segredos de algum livro, porque eu a-do-ro, sou super língua solta. Mas sei que tenho que respeitar quem não leu, ou ainda vai ler.
Meme Star Treck "Cara, sua mãe não te deu educação não?"
SPOILER sem avisar é FALTA DE EDUCAÇÃO!!
A NÃO SER que seja, sei lá, um Dom Casmurro da vida. Acho que todo mundo sabe da discussão – traiu? não traiu? – sem nunca ter nem passado perto do título.

E tem outro ponto, que falo às vezes sobre, da uniformidade dos títulos resenhados. Eu ENTENDO perfeitamente que alguns livros entram na moda (os famosos bestsellers), e todo mundo quer ler – e você escreve sobre o que lê, então todo mundo fala da mesma coisa :P. Mas é tão, tão bom achar um blog que resenhe livros diferentes… Mas é aquilo né? Muitas vezes é suicídio social na blogosfera. Se eu começar a resenhar apenas os livros não-famosos, não YA, não best-seller que li, meu enorme público de 3 leitores frequentes pode cair à zero.

NÃO ESTOU criticando quem lê apenas o mainstream, pelamor, viu? Acho que se um autor escreveu algo que todos gostam, é de se aplaudir, não de vaiar. E você pode ler o que quiser, inclusive se restringir às listas de mais vendidos que a revista Veja publica toda semana. Ou exclusivamente os clássicos, indo pro lado oposto. Só estou dizendo que, como leitora com gosto mais eclético, é legal encontrar resenhas de livros que fujam um pouco do que está em todas as vitrines e todos os blogs.

Fora isso, considero justa “toda forma de am…” todas as formas de escrever sobre um livro. Tem gente que comenta só o que achou e como o livro o fez sentir, sem falar nada do enredo; tem blog que fala minúcias do enredo, mas mal fala se gostou do livro ou não.

Sobre quem lê

E esse sim, é o motivo de eu ter pensado em escrever isso.

Primeiro: quase ninguém comenta no blog alheio. Isso não é uma crítica externa, eu também sou assim. A gente vê nas estatísticas: 105 views. Comentários: zero. Rsrsrs! Perdemos o costume de comentar? É preguiça? Eu mesma só escrevi para uma blogueira que acompanho há anos faz duas semanas. Pelo menos um “valeu aí, tô te lendo”, para a pessoa saber que alguém gosta! Só percebi o quanto isso faz diferença quando eu comecei a escrever (já falei que tenho 3 leitores frequentes? Sim, 3, olha que lindo! 😛 Bj procês!). Mas isso não chega a ser falta de educação, obviamente (mas podemos fazer a gentileza de colocar pelo menos um “joinha” – ou como os jovens chamam, um “curti”) para a pessoa saber que não tá falando sozinha? Estou tentando fazer mais isso também ^.^

Gentes, acho lindo o espaço que a internet abriu. Tem lugar para todo mundo, para os verdes, o azuis, os roxos, os rosas, os multicores. Não tem porque brigar, porque levar à discussão ao nível da falta de educação.
Meme do Cartman, "eu não sou mal-educado, porra!
Issaí, Cartman-carioca, eu também não sou!
 Claro que não tô generalizando, nem falando que não se deve discutir. Você falar para mim “hi, desse eu não gostei não” não é motivo para briga! Eu NÃO GOSTEI do Demonologista. E está uma febre nesse livro, todo mundo leu ou quer ler, ou quer ter (porque lindo ele é mesmo!). E você me perguntar “Como assim???” é justo, é normal. Você me xingar porque não concordo com você já é… criancice?

Tem gente que na vida real é um amor… mas é só ter um teclado em mãos que se transforma (lembra do Pateta motorista?)

Acima: leitor sem um teclado / leitor com um teclado

Não, não aconteceu diretamente comigo (não nesse caso, em outro sim, rsrs), mas aconteceu com uma colega que veio chorar as pitangas comigo. Se você não gosta de algo, acho justo comentar “Não gosto, não concordo”. Argumentar. Perguntar porque, sugerir outra coisa. Mas chamar de “vadia” porque não gostou de um livro que você gosta? Já passou pela sua cabeça simplesmente PARAR DE LER ou de seguir essa pessoa/blog?

Então, acho que o mínimo a se esperar das pessoas é alguma educação. Se não tem algo legal a escrever, ou senão pode ser educado, não escreva. Se for para ser uma discussão construtiva, argumente. Mas se você ficar tão irritado que perdeu a capacidade de articular palavras… Ah, aí você pode só usar aquele “X” vermelho do navegador, e fechar a página.

Simples, não?

 

13 comentários

  1. Oi!
    Desculpe a demora em responder, hoje é que eu tirei parte do dia para mexer um pouco com o blog & seus companheiros.
    Se você quiser citar, fique à vontade – quem sabe tenhamos mais um pouco de educação rodando na internet, né? Só de falar disso, acho que já ajudamos.
    Para seguir meu blog tem que ter conta do gmail, acho… não coloquei link para seguir, né? Esqueci – acho que achei que ninguém ia ler mesmo! Vou ver isso, rsrs

    Abs!

    Curtido por 1 pessoa

  2. Adorei seu blog e vou tentar falar sobre esse assunto citando esse seu post ok?
    Como faço pra seguir seu blog?
    É porque seu blog é blogspot e o meu é wordpress, mas vou ver no meu blogspot aquareladapoesia.blogspot.com, e sigo o seu, porque seu blog tem cosas que me interessam sobre livros e resenhas, abraços rsrsrsr

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  3. Lança a campanha que eu aderirei! HAHA
    Isso que é pior, digo por mim que não sou muito de comentar, mas tenho me policiado para resolver o problema. É importante pra quem escreve saber que alguém leu e gostou ou não gostou, desde que tudo seja feito com respeito, é claro!

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  4. Hahaha Olha só que triste o fim que o Facebook levou! Eu entrei no começo de 2010 quando poucos brasileiros conheciam a rede e o Orkut, que nunca gostei, fazia sucesso. Naquela época era totalmente diferente, o facebook era um ótimo lugar pelo simples motivo de que não havia brasileiros na rede, eu comecei fazendo amizades com americanos, indonésios, indianos, russos, noruegueses, um monte de gente que tinha uma paixão em comum, música. Meu inglês se desenvolveu dessas relações e sou completamente grato a isso. Mas nos últimos anos um falso moralismo tomou conta da internet! Se você faz um comentário no momento errado é execrado pela “geração zueira”. Tempos atrás eu estava em um fastfood e por algum motivo a cliente se desentendeu com a menina que estava entregando os pedidos, a garota mal tinha 18 anos e a mulher brutalmente a humilhou na frente de todos com comentários racistas, o pior é que o lugar estava lotado de pessoas, a grande maioria jovens. E sabe de uma coisa? Se essa mulher fizesse esses comentários racistas no facebook, todo mundo ficaria horrorizado, compartilharia com mensagens de apoio a garota e a mulher viralizaria como uma tirana. Mas a realidade? As pessoas riram e ninguém tomou a mínima atitude. A falsa política do politicamente correto destrói qualquer local. Até em meu blog às vezes recebo comentários me chamando de “satânico” ou recomendando “uma igreja” para que possa me “curar” do meu tipo de leitura. Mas o interessante é saber filtrar isso. A internet costuma a reunir o que há de pior na humanidade, mas também o que há de melhor está perdido no meio de tanta página inútil então… Hahaha

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  5. É nóis abandonando o face! Rsrsrs… E lá a gente não pode falar nada mesmo, né? Tudo vira uma polêmica, um vuco-vuco…
    Eu acho mesmo que você tem direito à sua opinião, mesmo que eu não concorde; só não acho justo morrer ou matar por ela – tem muito mais variáveis em jogo que SUA opinião, né? pelamor…
    Mas comente sim, e eu adorei te conhecer 🙂 e você tem muuuita cara de tímida mesmo, rsrsrs

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  6. Sevocê gosta do facebook, eu acho super legal uma página, em feita, que mostra o que tem de novo, colocar os comentários rápidos, e tal.
    Eu detesto (já até comentei isso no whats com vc, né? Precisamos marcar uma cerva, rsrs)
    Entendo, meu marido é das tecnológicas, estudo Ciência da informação, com foco em competência informacional e TICs. Sei exatamente das importâncias, comportamentos, li muito Marshall McLuhan. Mas, comigo, não funciona. Facebook para mim, é para ouvir pessoal brigando com quem não pensa igual, pesquisando vida de ex-namorados e ex-desafetos, rsrs
    Gosto de saber que vocês o lêem (viu, falei que tenho 3 leitores assíduos!! – agora tenho 4!), e já fico feliz com isso 😀

    Ps. Eu queria até o wordpress, comecei lá, inclusive… mas aqui me dá menos trabalho… o press só tem algumas funcionalidades que gosto quando pago… e vai, o blogger pode ser cheio de problema, mas é tãaao prático, rsrsrs

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  7. Rsrsrs, vou lançar uma campanha no instagram: “Valeu aí, tô te lendo!”
    Eu tento muito ler e acompanhar os blogs das pessoas que eu gosto, que interajo, que tenho afinidades (você por exemplo ! :D)… Eu estou tentando estabelecer uma “rotina” para ler e comentar (seu projeto do ano distópico por exemplo, é muito amô <3 !!), mas o retorno ao mestrado e a rotina de trabalho em horário não convencional me deixam louca...
    Mas eu também acho que escrever pra gente tira a pressão mesmo! Eu fico muito feliz quando releio um post meu e vejo que aquilo reflete e-xa-ta-men-te o que minha cabecinha de maluca pensou, rsrs

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  8. Acho que não foi…

    Então, concordo com você! Na internet criou-se uma ideia de quero podemos discordar de nada, quando fazemos isso o pessoal vem com pedras e xingamentos rs. Sai do facebook justamente por isso.

    Beijos

    Também não tenho o costume de comentar, mas aos poucos vou perdendo a timidez e deixando um recadinho 😊

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  9. Paullinha, tu é incrível mesmo! O teu ponto de vista, mais uma vez, anda de mãos dadas com o meu.
    Eu concordo com quase tudo, se não tudo, o que está no post. Eu também odeio spoilers e me policio muito para não soltá-los, o que é difícil, já que eu me empolgo muito, principalmente quando gosto do livro.
    Quanto à discordâncias, concordo com você: ninguém é obrigado a ler, né? E outra, cada uma tem o seu ponto de vista, ninguém é obigado a tomar aquilo como verdade universal.
    E concordo também com o Rafa que é péssimo esse costume de nem ler o post e marcar presença só pra que entrem no teu blog de volta. Até no meu instagram já coloquei que não é meu intuído esse 'segue de volta?', mas parece que nem mesmo isso essas pessoas leem, pois continuam comentando isso.
    Criei o blog pelas mesmas razões, e estive pensando e exclui a página no face. Bem, quem curte mesmo já vai ler anyway, né?
    O Rafa havia dado a dica pra fazer a página e eu fiz, mas o face não é a minha praia mesmo, não tem jeito… Quem sabe um dia né?
    Beijos e continue postando o que der na telha, entro todo dia pra ver se tem post <3
    Ps: Algumas vezes lamento que teu blog não seja wordpress, lá eu conseguiria “compartilhar” o post 😦 hahahah

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  10. “Valeu aí, tô te lendo!”
    Parabéns pela postagem. Compartilho das suas opiniões. Tenho meu blog há 5 anos, já pensei em desistir por várias vezes, a grande razão era por não haver muita interação entre eu e os leitores. O blog nunca possuiu um número elevado de seguidores, e isso me incomodava muito quando eu escrevia o conteúdo para os outros. Com o passar do tempo eu (re)descobrir a finalidade daquele espaço: um registro da minha vida literária. Desde então eu escrevo para mim, posto o que gostaria de ler. Blogar se torna muito mais prazeroso quando você deixa a pressão e a preocupação de lado.

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  11. Ô Rafa, eu “sintonizo” com tudo que você escreveu. Quando eu comecei o blog – e enrolei muito para começar um -, eu pensei nisso.

    Eu podia ter um blog como sempre achei que devia ser: expressando minha opinião, colocando as fotos que EU acho legais, e falando sobre os livros que EU gosto de ler. Vai fazer sucesso? Provavelmente não.
    Ou eu podia ir pelo “caminho de sucesso” dos blogs. Hoje em dia, com blogs sobre livros, não é tão difícil. Abra os maiores, mais conhecidos, e você vai conseguir pescar rápido as “fórmulas de sucesso”: o tipo de livros resenhados (geralmente: todas as séries YA de ficção – fantasia – distopia atuais, darksidelivros, séries de romances e chick lit); repare nos tipos de fotos do instagram; interaja com as “pessoas certas”; se faça popular; há um leve (às vezes não tão leve) padrão.
    Eu podia puxar uma pilha de livros desses aí listados e resenhar, sortear, fazer página no facebook. E acho muito legal para quem tem, quem se dedica, quem quer fazer – seja porque gosta, ou porque quer seus 15 minutos de fama.

    Mas eu não estou escrevendo para isso. Eu não posso viver para o blog, eu trabalho em outras coisas, vou terminar meu mestrado. Não posso vigiar redes sociais o tempo todo, interagir com todos do instagram, não dá tempo! O blog tá aqui para ME deixar feliz.Mesmo quando me esmero em escrever algum post, e simplesmente ninguém lê, eu já fico animada; não estou falando sozinha, estou falando comigo mesma.

    ME RECUSO a fazer “follow to follow” (escrevi isso no meu primeiro post, inclusive!), a “oi, tô aqui no seu, vai lá ler o meu” (“mostra o seu que mostro o meu”?) ou “vou comprar esse livro porque sei que vai fazer sucesso no meu blog”.

    Concordo com o que você se refere às pessoas cada vez mais novas escrevendo blogs sem ter bagagem NENHUMA, e principalmente, àquelas com erros de português que fazem doer minha córnea – mas minha visão de bibliotecária sempre tenta suplantar isso, me dizendo que, pelo menos, elas estão LENDO. Isso não quer dizer que eu siga seus blogs, rsrs, mas me deixa feliz ver mais uma geração com algum livro nas mãos.

    Eu estou sorteando todos os livros que não quero na minha estante. No afã de “participar do mundo” comprei 3 da Darkside que não bateram bem comigo. “Sorteio, tire-os da minha casa, por favor”. Moro em uma cidade nova, não tenho mais amigos para quem distribuir meus livros, e morro de pena de jogá-los fora.

    Então o blog é minha forma de trocar com quem fala minha língua. E fico feliz por alguém que gosta de trocar, como você, o tenha encontrado 🙂

    Abração 😀

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  12. Mais um otimo assunto abordado com uma precisão cirúrgica e que dá muito pano para manga haha
    Com essa explosão de blogs nesse começo da década de 2010 qualquer um pode criar seu próprio cantinho e escrever sobre aquilo que gosta e como literatura é uma paixão extrema todo leitor é um crítico auto intítulado. Eu me tornei blogueiro principalmente pela questão de que o tipo de livro que eu gostava ninguém comentava, livros de terror dos anos setenta e oitenta e as próprias informações básicas das obras eram muito dificeis de se encontrar, O Biblioteca do Terror tem um acervo gigantesco de livros de suspense e horror que você não encontra em nenhum outro site brasileiro. Dito isso vamos a próprias resenhas.
    Eu leio poucos blogs brasileiros, realmente a qualidade das resenhas é péssima, grande parte dos blogueiros são jovens que mal iniciaram o Ensino Médio e os textos que produzem são um caos de erros ortográficos que me fazem querer arrancar os cabelos. Eu sei que isso pode ser erros de iniciante mas vejo blogs que tem de um ano acima cometendo as mesmas injúrias repetidamente. Não sei se é uma questão minha como perfeccionista mas meus textos passam por uma rígida peneiração, geralmente existem no mínimo duas versões que são lidas e relidas até o cansaço. O primeiro ponto é escrever sobre aquilo que se gosta, o texto flui de maneira completamente diferente.
    Segundo ponto: PESQUISAS!! O tanto de resenhas escritas por pessoas que não tem a minina noção de quem é o autor, de sua obra, do contexto do livro e tudo mais é gigantesco. Para mim uma resenha começa antes mesmo da leitura quando você pesquisa o livro, o autor reúne informações que serão pertinentes no momento da escrita da resenha. A falta de uma estrutura no texto também prejudica a leitura, nas minhas opiniões tento fazer uma introdução que faça o link do livro com algum momento histórico, seja em relação a época em que foi publicado ou o tema, e depois num crescente falar sobre autor, obra, etc.
    Agora a pergunta de um milhão de dólares: Existe público leitor de blogs?
    Biblioteca do Terror foi criado em Fevereiro de 2012, nessa época eu entrei em contato com outros blogueiros, para aprender sobre o assunto, trocar ideias e divulgar mesmo o meu trabalho. Dos 50 blogs iniciais que estavam na minha lista de seguidores do Google, 7 estão em atividade atualmente! Olha o abismo de gente que desistiu no meio do caminho. O principal problema é a falta de retorno, são pouquissimas as pessoas que param para deixar um mísero comentário na sua postagem e ainda tem muito vagabundo que para só para criticar sua opinião. A verdade é que existe um câncer retroalimentativo que nasceu na blogosfera e consiste nos comentários vazios de blogueiros. Nos primeiros anos fui “expulso” dessa panela de blogs por criticar esses comentários vazios, tipo “nossa que livro lindo! Segue meu blog?”, “ain não conhecia esse autor, visita aqui…”, comentários bestas de pessoas que nem leram o que você escreveu e estão ali apenas para conseguir uma visita a mais para seu blog e iniciam uma corrente de podridão que destrói blogs. Os piores são aqueles sorteios que mendigam curtidas no facebook sabe? O blog tem milhares de curtidas e blábláblá mas não tem nenhum leitor. Esse é um grande problema.
    Outro problema é o quão egoísta se tornaram as postagens, hoje em dia, principalmente em vlogs, você vê poucas resenhas ou opiniões verdadeiras, a internet foi invadida por um misto de autoacariação em que os posts se resumem a: “olha que bonito os livros que eu recebi de parceria com essa editora” ou “ai essa é a lista do que eu quero ler?” e ainda “Olha que maravilhosa a minha estante cara que eu tenho e você não tem!” PQP eu perco a paciencia com isso. Mas acredito que já escrevi demais hahaha Obrigado pela paciencia de ler até aqui. Abração.

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