Fundação, Isaac Asimov

Título: Fundação

Autor: Isaac Asimov

Editora: Aleph

Páginas:  240 p.

Ano: 2009 (1. ed. 1951)

Formato da leitura: em papel

ResumoO Império Galático possui 12 mil anos. E possui pujança, grandeza e estabilidade. Ao menos em sua fachada. Mas ele está em pleno declínio, lento e gradual. E, no final, culminará com uma regressão violenta da sociedade e a consequente destruição do conhecimento adquirido. Vencedor do Prêmio Hugo, como a melhor série de FC de todos os tempos, este é o livro inicial da Trilogia Fundação.

 

Opinião: Eu leio Asimov desde que me entendo por gente. Meu pai tinha o livro “Magos” (que quase ninguém já ouviu falar, mas eu gosto muito muito), uma coletânea de contos relacionados à magia, e não à scifi. O melhor conto de todos, para mim, é um conto em que um homem tem uma maldição, e em todo feriado nacional ele vira um elefante cinza de tamanho médio (!!!).

Comecei a ler a coleção dos Robôs muito antes do “Eu, Robô” virar filme.

Mas, o Fundação mesmo, estava na minha lista há muito tempo; não sei porque, fiquei procrastinando sua leitura. Esse ano, quando me deu a louca da compra de livros, eu arrematei os dois boxes da Alpeh de uma vez: uma trilogia de 7 livros 😛 (3 da trilogia, 4 complementares).

Quando comecei a ler, já sabia a premissa básica da trilogia: a humanidade entra em perigo de extinção, e um cientista, meio psicólogo, propõe a criação de uma Fundação (arrá!!!) para preservar o conhecimento da humanidade, e facilitar o retorno triunfal do império. Para o conhecimento humano não se perder, e as populações não terem que redescobrir as tecnologias.

Então. Ficção científica, pensei.

NÃO. REDONDAMENTE ENGANADA!

A palavra chave dos livros é POLÍTICA.

Falando assim, parece ruim, mas não. É exatamente essa a graça do livro. O próprio “fundador da Fundação” (hihihi!) se usa de umas artimanhas para colocar o negócio para funcionar. Quando você acha que eles perderam, você percebe que foi tudo engendrado para desembocar exatamente na situação que era para ser – e você nem imaginava.

Uhum! Mais do que o foco na Fundação, no espaço, nas naves e na tecnologia; o foco do livro é nas interações políticas que se fazem necessárias para levar a fundação adiante. Alianças entre mundos, ardilosidade dos personagens, engenhosidade, maquinações e planejamentos.

Outro ponto legal é ver como uma sociedade funda uma religião. Nos faz (pelo menos ME FAZ) pensar em como um povo pode ser convencido de que a divindade, seja qual for, existe.

O livro é dividido em partes, de acordo com o que vai acontecendo no Império Galáctico com o passar do tempo. O primeiro arco, Os Psicohistoriadores, conta como a ideia da Fundação foi lançada. Logo no segundo arco, Os Enciclopédicos, você descobre que nada do que você pensou é verdade, e que a Fundação… bem, é a Fundação. Mas você não espera o que eles vão falar sobe ela, rsrsrs Não posso falar muito senão vira spoiler 😛

Ainda há mais dois arcos, que mostram a evolução do que está acontecendo na galáxia no período inicial após as tarefas da Fundação começarem (uns 500 anos). Cada arco acompanha de perto um personagem, e conta como ele contribuiu para a evolução (ou manutenção, dependendo do caso) da Fundação.

Recomendo muitíssimo. Mas não espere ETs, lutas intergaláticas com armas que fazem “pushing pushing” e descrições detalhadas de naves espaciais (é uma das primeiras coisas que as pessoas evocam quando pensam em “scifi“).

Mas é bom, hein? É bom demais 😉

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s