Asylum, Madeleine Roux

Título: Asylum

Autor: Madeleine Roux

Editora: Vergara & Riba

Páginas:  336 p. (al. il.)

Ano: 2014

Formato da leitura: digital

Resumo: Ao entrar pela primeira vez no New Hampshire Colleg, Dan Crawford não imagina que vai viver ali as cinco semanas mais aterrorizantes de sua vida. Bestseller do New York Times, este livro é um suspense arrepiante diferente de tudo o que já foi lido. Ilustrado com fotografias tenebrosas de manicômios reais, este livro vai surpreender o leitor a cada página virada, afinal: “A loucura é algo relativo. Depende muito de que lado da grade a pessoa está”.

 

Opinião: Livro julgado pela capa. Achei a capa legal, estava na onda de ler um terrorzinho, pensei “porque não?”. Apesar de todos os meus instintos. Apesar de ser YA (eu curto o gênero, mas terror para adolescentes é sempre… né?).

Daniel, o personagem principal, está louco para começar o curso de verão – um lugar onde as pessoas realmente querem estudar, como ele. Um menino retraído, que tem esperança de fazer amizades. Assim que chega, percebe que o local onde irá ficar é “estranho”, um hospício desativado; e seu colega de quarto, esquisito. Logo conhece a mocinha da história (Abby), e o amigo (gay) da mocinha (Jordan) – o fato é reforçado não por preconceito, mas por ser isso que prende o aluno no curso de verão, e por não ter tensão de “triângulo amoroso” entre os três. Logo na primeira noite, descobrem um ambiente trancado, e resolvem que precisam “explorá-lo”.


Daí começam as confusões; pesadelos; alguém perseguindo os mocinhos; brigas internas no grupinho (muito bobinhas, por sinal)

Comecei em um dia, terminei no seguinte; a leitura é rápida, apesar de alguns problemas. Não sei se é a tradução ou se foi a autora quem escreveu assim, mas tem muitas repetições de artigos e pronomes (“Ele se viu no espelho. Ele se assustou”… entendem?), que tornam a leitura cansativa. As imagens incluídas no livro são bem legais também, umas montagens de fotos que dizem respeito à trama.

Foto de médicos em sala de operação, retirada do livro Asylum
Uma das imagens do livro – bem legal, né?

A história é… meio mal contada, eu acho. Quem está acostumado a ler histórias de suspense e terror percebe logo os furos na trama. Ninguém ali tem medo de entrar em uma sala trancada, escondida, e com marcas de sangue, em um ambiente escuro e fechado, em um hospício antigo? Sério, né? Surpresa também não é o forte: antes de terminar o primeiro quarto eu já sabia o culpado, quem eram os seres humanos, e tals. Outro furo: dizem que todos os personagens tinham um motivo para estarem ali – mas o motivo do Jordan não fica explícito, e ele passa grande parte do livro… apagado.

Foto de paciente em tratamento psiquiátrico, retirada do livro Asylu, de Madeleine Roux
Mais uma “fotin biita” do livro

Ou seja: o plot da história seria bastante legal, se fosse melhor aproveitado.  Adoro terror em asilos, hospícios, cemitérios, até em shoppings, se bobear. Mas a história pecou por ser bobinha demais, e entregar os pontos muito rápido. Depois de certa parte, a sensação de “enrolação” foi crescendo, e tive que terminar de ler o mais rápido possível, ou iria abandonar o título.

Pretendo, pelo menos, começar a ler o segundo livro da série. Vai que a impressão ruim era só nesse primeiro? Os autores costumam amadurecer com suas histórias; e a base dela é até boa. Mas acho que ela quis incluir muitos elementos, mas não soube usar uma boa “cola” para mantê-los todos unidos.

Resumindo: não fui fã, não.

 

4 comentários

  1. BEEEEEM adolescente define o livro, rsrs! Meu problema não é ser com jovens, eu adoro livros infantojuvenis; eu achei um tanto mal escrito, a história meio repetitiva e previsível. Realmente porderia ter sido super melhor aproveitado
    Para você, que eu “conheço” (rsrs), posso dizer: acho que a gente tem coisa melhor para ler que gastar tempo – curto – com esse aí 😛

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  2. Assim que vi esse livro em alguns blogs, lembrei de American Horror Story. Pensei até que poderia ser um livro sobre a série. Parece ser bem adolescente mesmo, mas é uma temática que seria tão legal se fosse bem aproveitada, né?

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  3. Oi!
    Olha, talvez você até goste do livro – não gosto de dar essas opiniões como únicas certezas do universo. Mas assim… o que eu achei foi issaí mesmo, rsrs. Caaaso resolva ler, me diz o que achou, depois. Mas acho que se você realmente quer ler terror, tem uns muito melhores por aí. Eu tô adorando “A igreja vermelha”, por exemplo *_*
    Obrigada pelo elogio, que bom que gosto do meu “estilo”, hihihi
    Bjin

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  4. Oi Paulla, tudo bem?
    Então a capa também me chamou a atenção, mas pelo sua resenha vi que vou passar bem longe do livro, as fotos também são legai.
    Não gosto quando leio um pouco e já sei o culpado, e o final do livro só confirma isso, perde e muito pontos comigo, além da essência da história.
    Enfim, muito bem resenhado, me passou bem o que o livro tem a oferecer, Beijos
    Lost Words

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