O ano do dilúvio, Margaret Atwood

Para tirar a poeira do bloguinho, que tá pra lá de abandonado, tadinho…

Ps. li esse livro ano passado, e não ia resenhá-lo; apesar de ter a-ma-do, achei que resenha nenhuma faria juz. Mas agora tenho um bom motivo para escrever sobre, então, taí 😉

Título: O ano do dilúvio

Autora: Margaret Atwood

Editora: Rocco

Páginas:  472 p.

Ano: 2011 (1. ed. 2009)

Formato da leitura: digital

Resumo: O romance se inicia no Ano 25, “O Ano do Dilúvio Seco”, termo com que os personagens se referem a uma epidemia que matou muitas pessoas. O temor do contágio persiste, mas os sobreviventes estão divididos entre os que preferem o mundo de prazeres artificiais e os que buscam um retorno à vida naturalista.

Opinião:Eu sou suspeitíssima para falar. Adoro distopias. E desde que li “O conto da Aia”, também da Atwood, já virei fã. Tava dando uma olhada nos outros títulos que ela compôs, e fiquei ensandecida quando li sobre essa história.

A humanidade já estava ferrada. Modificações genéticas, mudanças climáticas, vírus que ninguém sabe de onde vieram. As pessoas estão literalmente se comendo. E, obviamente, a estratificação social fica cada vez mais forte. Os mais ricos, e empregados pelas indústrias genéticas em ascensão, moram em condomínios fechados e absolutamente cercados, para evitarem terroristas – na verdade, a empresa está mais interessada em manter o sigilo científico que vale bilhões. Os desfavorecidos moram nas áreas externas – sabe a Detroit do filme “Robocop”? Um bocado pior.

O cenário é perfeito para os desesperos, e o desespero sempre faz aparecer as novas seitas. Malucos pregando “a vinda do salvador” ou que “não tem jeito, vamos todos morrer!” (jura? só vc percebeu isso??) No livro nós acompanhamos o “pré-durante-pós-apocalíptico” através da visão de duas mulheres que são ligadas por um único ponto: ambas fizeram parte de uma seita natureba, onde não se comiam animais, agradeciam a luz e conversavam com as abelhas. Parece louco? Mas não era só isso, nem bem assim 😉 As mulheres de alto posto são chamadas “Evas”, numeradas de acordo com o tipo de serviço; e os homens, os “Adãos” (ou Adões? nunca tive que colocar no plural – teoricamente só existiu um adão…)

O que sempre me deixa assustada em distopias de scifi é o quão semelhante à nossa realidade, nas causas e motivos, elas são. Já tô procurando um sítio no interior para eu me esconder quando a ciência ficar maluca e todo mundo começar a morrer – num lugar alto, pra me dar vantagem de posição (meu marido quem diz isso) e com terra para plantar o que comer.

E armas, óbvio. Porque pode ser um apocalipse zumbi.

Gostei muito do livro, muito mesmo. Daqueles que a gente lê devagar para não acabar, mas quer ler logo para saber o que vai acontecer. Só havia achado o final meio estranho, deixou tanta coisa no ar…

AÍ… (ou DAÍ, como dizem meus novos conterrâneos, os curitibanos, hihihi)

Meu bom motivo: AÍ eu fui procurar sobre o livro, e descobri: ele é um PREQUEL!!! Fiquei BO-BA!

A Margaret escreveu esse livro como um Prequel do “Oryx & Crake”, lançado por ela em 2003. :O Por isso o livro “termina sem final” – o final, na verdade, é uma emenda!

Quero ler. Agora. NOW!!! Peguei na Biblioteca Pública do Paraná, e comecei a ler hoje. Estou me obrigando a ler no ônibus e no horário do almoço no trabalho – únicos horários em que não estou pensando na dissertação.

2 comentários

  1. Eu gostei bastante… às vezes me dava uma cansadinha no excesso de filosofia, e no início parece tudo loucura, até vc se localizar… Mas lendo agora o Óryx & Crake que as coisas fizeram sentido mesmo, rsrs

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