Sobre a vida acadêmica #3: Considerações sobre o mestrado

E então… eu passei! Só alegria. Por 2 horas. A ansiosa que mora em mim não me permite aproveitar muito, sem ficar louca de preocupação ou atacada com os próximos passos.

O mestrado foi a melhor coisa que arrumei de fazer, apesar de toda a complicação ocasional. Não é como a graduação, onde parte dos coleguinhas não tá afim de nada e ainda fica atrapalhando. Depois de todo o processo, tá ali quem quer MESMO. Os debates em sala são geralmente produtivos – até porque, tirando as matérias obrigatórias, você ESCOLHE as matérias que te interessam e à sua pesquisa. Turmas pequenas, de 6, 7 alunos, colaboram muito para o desenvolvimento mais aprofundado dos temas.

Mas como é a dinâmica do mestrado? São várias questões e apontamentos, seguem abaixo sem uma ordem predefinida:PS. Não estou falando do meu curso, especificamente, mas dos mecanismos, do funcionamento do mestrado em geral.

1. O curso de mestrado dura, segundo o MEC, 24 meses. São 4 períodos (ou semestres, como queiram).

2. O MEC efetua as avaliações de cursos strictu sensu (mestrados e doutorados) trienalmente, e em geral os cursos apresentam a mesma estrutura básica (lembrando que eu estou falando de mestrado ACADÊMICO, que é o que eu faço; há também o mestrado profissional, um pouco diferente):

– o aluno cursa as disciplinas nos dois primeiros períodos

– efetua as atividades complementares no terceiro (isso é indicação dos cursos, não do MEC)

– ele PRECISA qualificar a dissertação no final do terceiro semestre

– ele defende a dissertação no final do quarto semestre.

3. Quando o período letivo começa, a grade de disciplinas é disponibilizada. Há umas 3 ou 4 disciplinas obrigatórias, cada uma com um certo número de créditos; e algumas outras disciplinas, ofertadas de acordo com o professor que está disponível para ministrar aulas na grade daquele ano – você precisa fazer umas 3 ou 4 optativas também, dependendo de sua grade. Porque é importante frisar isso? Porque às vezes um professor está terminando uma pesquisa importante, está com 8 orientandos, ou qualquer outro motivo, e não abre a disciplina naquele período.

4. A questão dos créditos é igual a graduação: você só pode se formar se cumprir um número mínimo de créditos; e cada disciplina possui um número X de créditos, faça as contas.

5. Tudo o que você faz tem que ser aprovado pelo seu orientador. As disciplinas que escolhe, as atividades complementares… tudo isso deve ser posto em formulários e assinado pelo seu orientador. Afinal, é ele quem está responsável por “tutelar” seu crescimento acadêmico, e, via de regra, possui mais experiência para saber se uma disciplina X ou Y irá (ou não!) agregar algo à sua pesquisa.

6. Eu fiz 3 disciplinas obrigatórias; 4 disciplinas optativas; atividade complementar (estágio docência)

7. No final do primeiro semestre do mestrado, quando fiz todas as disciplinas obrigatórias, surgiu um concurso para docente substituto de Biblioteconomia, na UFRJ. A exigência era o término de créditos obrigatórios no mestrado (minha área tem muuuuito poucos mestres, e menos doutores ainda; a concorrência não é grande). Fiz a primeira prova e tirei 98, mas não passei por não ter “Currículo” pra isso; então fui convidada (sem salário, beibe!) a ministrar aulas de Catalogação – matéria que ninguém quer, porque sim, é chatinha (mas eu gosto!) – e aproveitei para pegar uma turma como “Estágio docência” – matei ainda a disciplina “Atividade complementar” do mestrado

(depois rolou outro concurso, e aí sim, passei bem – mas isso é outra história)

OBSERVAÇÕES:

– eu terminei todas as minhas disciplinas e atividades complementares nos dois primeiros períodos; no terceiro eu mudei de estado, e dou graças por já ter terminado as disciplinas então…

– QUALIFICAÇÃO é o processo no qual você submete sua pesquisa à sua banca – em geral, a mesma que estará na defesa final – para que eles aprovem (ou seja, se sua pesquisa está no caminho certo) e apontem acertos e ajustes a serem feitos, emitem algumas opiniões que ajudam a nortear a redação final do trabalho.

– a questão dos prazos é muito séria. Quando o aluno não vai terminar no prazo, por qualquer motivo, ele precisa (geralmente, varia de instituição) abrir um pedido formal, que é debatido pela Comissão Deliberativa do seu curso, em assembleia; precisa justificar o porquê do atraso e pedir a extensão do prazo.

[Esse é meu caso, que havia chutado o pau da barraca, largado tudo… e decidi voltar, e precisei pedir extensão…]

Mais observações que eu for recordando em outro post 😉

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