Guerra do velho, John Scalzi

Capa do livro Guerra do Velho, de John ScalziTítulo: Guerra do velho

Autor: John Scalzi

Editora: Aleph

Páginas:  368 p.

Ano: 2016 (1.ed. 2005)

Formato da leitura: Livro digital

Sinopse: A humanidade finalmente chegou à era das viagens interestelares. A má notícia é que há poucos planetas habitáveis disponíveis – e muitos alienígenas lutando por eles. Para proteger a Terra e também conquistar novos territórios, a raça humana conta com tecnologias inovadoras e com a habilidade e a disposição das FCD – Forças Coloniais de Defesa. Mas, para se alistar, é necessário ter mais de 75 anos. John Perry vai aceitar esse desafio, e ele tem apenas uma vaga ideia do que pode esperar.

Opinião: Eu ADORO ficção científica e distopias, para ler e para ver; sou a louca do scifi! Um dos filmes icônicos da vida, para mim, é o “Starship troopers” (Tropas estelares), conhecido no Brasil a) pelos insetos-ets-gigantes; b) pelo protagonista morar na Argentina (rivalidade patriótica besta, mas real); e c) por passar SEMPRE no SBT. É dirigido pelo adorável do humor negro-levemente-nojento-e-sanguinolento Paul Verhoeven.

Guerra do velho é bastante inspirado em Starship (que antes de ser um filme, é um livro do Robert A. Heinlein), nas palavras do próprio autor; e realmente, o enredo lembra bastante.

Em um ano muito futuro em que os seres humanos estão construindo colônias pelo espaço afora, a FCD precisa de soldados. Os melhores a serem recrutados ão aqueles minimamente experientes para não fazerem merdinhas, e sem nada a perder – que tal os velhos? Sim, os idosos, os acima de 75, aqueles cuja única esperança é ter mais alguns anos de vida e morrer com o mínimo de dignidade?

O alistamento é voluntário, e nosso protagonista, John Perry, vai de bom grado, após a morte da esposa com quem conviveu por mais de 30 anos. O livro é narrado em primeira pessoa, e as descrições de Perry sobre o mundo são muito boas, algumas vezes hilárias (ou, minimamente, “engraçaralhas pra cadinho”). Mas como velhos servirão ao exército? Uma das cláusulas do contrato com a FCD é o não-retorno à Terra; nela, para todos os efeitos, você morreu no momento em que sua nave decola rumo ao espaço. Então NINGUÉM faz ideia do que acontece com as pessoas que se alistam, é um tiro cego.

O livro tem uma narrativa rápida, e algumas situações passam em saltos. As descrições das  “aventuras” de Perry já em serviço são rápidas, e pulam de uma para a outra sem aviso prévio, o que nos faz prestar mais atenção. Ao mesmo tempo em que há certa superficialidade nessa falta de detalhes, isso também faz o livro ser de “leve digestão” – uma diversão simpática para as cabeças mais cheias.

A melhor observação são os nomes que os recrutas dão aos seus computadores pessoais, instalados diretamente no cérebro. Eu PRECISO catar o livro em inglês para ver os nomes originais, mas olha… o tradutor brasileiro tá de parabéns! Rsrs

Não quero entrar muito no enredo, porque a graça do livro é você ver como as tecnologias vão aparecendo e se encaixando na história central. Vai ter que ler para saber mais, beibe. Além de Starship, o livro me lembrou bastante o filme Avatar, de 2009. Aí você também tem que ler para saber o porquê.

Procurando sobre o autor, descobri que “Guerra do velho” é só um primeiro livro de vários desse universo. Me interessei bastante, mas pelo jeito vou ter que ler em inglês, nenhum tem tradução (e eu duvido que tenham – vamos lá, Aleph, não me decepcione!)

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