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Manual da Luz para fora da Merda #1 – Guest post

Eu sou uma pessoa levemente desesperada. Ansiosa. Sofro por antecipação. Tudo adquire um vulto enorme, tudo vai fazer o mundo acabar, tudo me deixa sem dormir – mesmo que seja algo que fuja completamente à minha alçada. Eu sou total e completamente drama queen. Já sofri muito com isso na vida.

Meu marido é um dos seres humanos mais zen que eu eu conheço. Sério. Quando me vê descabelada, pergunta “Você pode fazer alguma coisa AGORA para resolver? Não? Então para que se estressar com isso AGORA?” (odeio esse tipo de pessoa controlada e tranquila 😛 ). Quando o mundo tá desabando no entorno tá ele lá, com aquela cara de serenidade. Aquela, que dá vontade de você dar na cara dele, pois está tudo um furdunço dentro da sua cabeça, e na dele parece que os neurônios estão de férias na praia.

Wally Llama flutuando nas nuvens em posição de lótus
Wally Llama, melhor guru de todos

Então.

Quem me conhece, mesmo que não conheça o maridón (dono de um blog de metal absurdamente bom, modéstia à parte, passem lá), conhece seus “ensinamentos”. Porque, obviamente, eu só conheço gente levemente maluca como eu, e ele sempre solta suas maravilhosas pérolas de sabedoria e paz :D. Sua melhor teoria é o que chamamos de “Manual da Luz para Fora da Merda“, ou seja, como sair daqueles buracos e situações que nos deixam no fundo do poço (e às vezes, um poço cheio de cocô, desculpem a sinceridade). Pedi que escrevesse esse guest post em homenagem à Barbrinha, que conhece bastante bem as “teorias” – mesmo nunca tendo falado pessoalmente com ele, rsrsrs

Esse aqui é só a introdução, ainda não traz as soluções aplicadas. É para você entender o conceito 😛

O caminho para a luz para fora da merda – Parte 1

Ah, o ser humano. Este maravilho animal cheio de vida, com uma fome sem fim por prazer, tranquilidade e paz. Sua sede em busca destes objetos de desejo só é ofuscada pela sua vontade imensa em arrumar PROBLEMAS.

Você, eu, o vizinho e até o cunhado da amiga da prima do tio do seu pai. Nós A-MA-MOS um bom problema para NÃO resolver e ficar reclamando dele indefinidamente – até porque, quando não existe um, fazemos questão de encontrar algum, QUAL-QUER-UM.

Mas antes de começarmos, vamos estabelecer algumas regras para melhor proveito destes textos:

Regra número 1: Eu falo e você escuta. Qualquer ordem inversa desta regra está sujeita a punição;

Regra número 2: As punições serão aplicadas fisicamente com a utilização de uma vara de bambu. Não, não desse jeito que você pensou (seu mente suja!), apenas dando varadas nas pernas. Ok, você entendeu.

Regra número 3: Imagine que sou uma senhora idosa chinesa de 93 anos, então não teste a minha paciência, caso contrário voltaremos a regra número dois.

Respeitando estas três regras básicas você terá uma melhor experiência durante sua leitura.

Do que falávamos? Ah sim, dos problemas.

Nós temos uma força zombeteira onipresente que nos compele sistematicamente a estar rodeados de problemas; quando estes não nos encontram, fazemos questão de criar um do barro, novinho em folha, para poder reclamar indiscriminadamente no ouvido dos familiares próximos.

Passamos a vida nos preparando para momentos que nunca chegam, compramos trocentas quinquilharias extremamente eficientes em solucionar um problema que não existe, como um desfolhador de morango. Se você tem um desfolhador de morangos na sua casa, por favor, jogue ele pela janela AGORA, e seja uma pessoa melhor!! Mas antes o problema fosse só o desfolhador de morangos; quando temos alguma situação com uma solução já planejada, fazemos questão de argumentar com nós mesmos todas as infinitas e maravilhosas possibilidades de aquilo dar merda.

Algo simples como viajar pode se tornar um planejamento de guerra. Algumas pessoas já vão começar a descartar os hotéis com base na qualidade das fotos a quantidade de erros de português das filipetas. Aí surge a questão mais filosófica na história da humanidade: “Amor, quarto com ou sem hidro?”. Para que alguém precisa de hidro?! Ninguém usa aquela porra!! É uma necessidade que você não tinha até o hotel esfregar na sua cara que por mais R$ 27,99 você tem uma hidro barulhenta e fedida. No final a hidro venceu, você passou 3 horas navegando na internet pesquisando sobre marcas de hidro, lendo comentários dos hóspedes que estão fazendo avaliações minuciosas da hidro, e isso porque você nem comprou as passagens ainda.

(Sinceramente, a minha única preocupação quando saio de casa é se tem alguma padaria xexelenta da mais ordinária possível para eu tomar um copo de café e um pão com manteiga…. Ou dois… E uma Coxinha… E um suco) [comentário da esposa: sim, é exatamente isso; inclua ainda outro café no final da comilança]

O exemplo da hidro pode parecer exagerado, mas é o que a gente faz, todos os dias e o tempo todo.

Você deixa de ir à academia porque tem “muita coisa para fazer “, mas quando você chega em casa só toma banho, lava um copo e se enfia no sofá. Depois ainda reclama que não tem tempo para fazer nada (!!)

Sim, hoje em dia vivemos em um maravilho mundo onde tudo é para ontem e nada pode ficar para amanhã. Quando eu era uma criança inocente um curso de inglês era feito durante 9 anos (já ouvi história de gente que fez durante 15 anos); hoje em dia são 2, no máximo, e OLHE LÁ. Realmente temos pouco tempo, mas o que fazemos com esse pouco? Quanto disso realmente é pouco e quanto disso é gasto mudando de canal reclamando que não tem nada que presta, sendo que na verdade já não tem nada que presta há uns 10 anos?

Criamos constantemente nossas “hidros”: para que você quer saber o que tem no quarto do hotel quando as duas atividades exercidas num quarto você só precisa de uma cama? Reserva qualquer quarto e seja feliz, simplifique um pouco a sua própria vida, porque NINGUÉM vai fazer isso por você.

Fim da Introdução –

PS.1. Exemplo clássico da diferença entre nossas personalidades (minha e do marido):

Eu: – Preciso muuuito fazer X

Ele: – Então faz.

Eu: – Mas não tava muito afim

Ele: – Então não faz.

Eu: – Mas é importante

Ele: – Então faz, oras

Eu: – Mas não sei se é a hora!

Ele: – Então NÃO FAZ! Porque complicar, decide se quer ou não, e para de sofrer!

PS.2. Já explicando aos esquentadinhos (que sempre existem): esse post (talvez, uma série) é uma visão bem-humorada de como se manter mais tranquilo na loucura geral. Dar uma acordada para todo escândalo que fazemos, e pensar em como nos estressamos. Não gostou? Se ofendeu? Fecha a página 😀

2 comentários

  1. Mas que post sensacional minha gente!!! ♥

    Super me identifico, sou a ansiosa em pessoa e meu namorado super calmo e zen. Me irrita muito essa calma toda huahauhauhauha

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