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A menina que tinha dons, M.R. Carey

Capa do livro A menina que tinha dons, de M. R. CareyTítulo: A menina que tinha dons (The girl with all the gifts)

Autor: Mike R. Carey

Editora: Rocco

Páginas:  384 p.

Ano: 2014

Formato da leitura: Livro digital

Sinopse: Aclamado pela crítica, o livro se tornou um bestseller imediato na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos ao contar a história de Melanie, uma menina superdotada que faz parte de um grupo de crianças portadoras de um vírus que se espalhou pela Terra e que são a única esperança de reverter os efeitos dessa terrível praga sobre a humanidade. Uma comovente história sobre amor, perda e companheirismo encenada num futuro distópico.

Opinião: Adoro distopias, e me interessei de cara pela história. Apesar de não ser muuuuito chegada em apocalipse zumbi, vi muitas fotos desse livro pelo Instagram (olha como a publicidade e a influência social pegam a gente, né?), e resolvi dar uma chance.

Acompanhamos a história de Melanie, uma menina muito inteligente e observadora, que tem uma rotina monótona e peculiar. Ela tem aulas nos dias de semana, toma banho aos domingos, e anda pelos corredores amarrada em sua cadeira de rodas. Sua melhor professora é a Srta. Justineau, que ela ama de paixão.

A professora Justineau ministra aulas para uma turma de alunos como Melanie. Ela os trata muito bem, apesar dos problemas pessoais (tem lá seus fantasmas) e da dificuldade de manter a turma. Conta histórias e incentiva que os alunos formem histórias por si mesmos. Seu alunos são levados para a sala pelo pessoal do sargento Parks.

O sargento Parks é responsável por manter a segurança da base, manter as coisas funcionando. Além de levar as coisas até a sala de aula, ele também responde a e é respondido por a sra. Caldwell, que é civil, e eles não se entendem muito bem em questão de hierarquias.

A sra. Caldwell aparece às vezes no corredor de Melanie, sempre de jaleco e prancheta, e às vezes escolhe algum espécime (ou aluno?) para ser levado à sua sala. O estranho é que geralmente eles não voltam…

O livro é escrito nessas 4 perspectivas. Acompanhamos o enredo pelo ponto de vista de cada um. Há uma base militar, onde Melanie mora – mesmo sem lembrar como parou lá, ou mesmo saber o que é, pois nunca saiu de seu corredor – e os personagens que estão em seu entorno. A base é atacada pelos famintos, e os poucos sobreviventes (incluindo os 4 descritos acima) precisam encontrar outro lugar seguro, retornar à única cidade conhecida no entorno.

Não quero falar muito sobre o enredo em si para não estragar as surpresas. Gostei muito do motivo que dão para a infecção “zumbi”: me soa plausível, é algo que eu já conhecia e gostei de ver como o autor usou o que já é presente na natureza. O desfecho do livro lembra um pouco “Eu sou a Lenda” (o livro, não o filme; já falei dele aqui, e quem leu já deve imaginar o que eu estou falando), mas às avessas.

Sendo sincera, eu esperava mais. Não sei se achei um tantinho arrastado, ou se as cenas se tornaram um pouco desnecessárias – apesar de perceber que o autor queria construir a noção do crescimento intelectual de Melanie no exterior (e isso demandar o mínimo de tempo). Mas é bom, simpático, e a leitura é rápida, tem os dilemas morais do mundo em queda, o “o que você fará de correto num mundo onde não há mais ninguém”. Se gosta de distopias, leia sim. Só não espere uma obra prima, um clássico.

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