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Um, dois e já, Inés Bortagaray

Capa do livro Um, dois e já, de Inés BortagarayTítulo: Um, dois e já

Autor: Inés Bortagaray

Editora: Cosac Naify

Páginas:  96 p.

Ano: 2014 (1.ed. 2010)

Formato da leitura: Livro físico

Sinopse: Primeiro livro da uruguaia Inés Bortagaray no Brasil, Um, dois e já é uma delicada ode às memórias afetivas. Na novela, a história é narrada em primeira pessoa por uma menina que conta a viagem de verão da família até um balneário uruguaio, dentro de um carro apertado, no início dos anos 80. A voz da narradora, ora lírica, ora jovial, mas nunca infantilizada, descortina a paisagem plana e melancólica do Uruguai, e revela a dinâmica familiar, na qual ela ocupa a peculiar e determinante posição de irmã do meio. Num relato repleto de humor e ironia, aparecem as disputas, as estratégias, alianças e brigas pelo lugar na janela e pela atenção paterna. Nos momentos de silêncio, ela cria histórias mentais, faz digressões, analisa os gestos do pai e da mãe, e pensa nas pequenas perdas da vida.

Opinião: Esse livrinho chegou às minhas mãos por uma promoção na Amazon: comprando qualquer livro da listagem apontada, podíamos escolher um Cosac para levar para casa, também dentro de algumas opções. Esse piquitito me chamou a atenção: o formato pequeno, as folhas azuis-claras (esse é o plural correto?), e temática lúdica.

Acompanhamos a viagem de carro da família: Mãe, Pai, 4 filhos. Nenhum tem nome, o que é um ótimo recurso para a identificação com o personagem – não tendo nome, você “coloca” o nome que quiser. A narradora é a irmã do meio (são 3 meninas e um menino). Toda a ação se passa no percurso da família entre a cidade e a praia.

Se você tem irmãos, pelo menos unzinho, vai se ver rapidamente nas situações: as implicâncias, picuinhas e amores parecem que só mudam de endereço. Me recordou logo das brigas com meu irmão, 4 anos mais velho e um MESTRE na arte de me apoquentar 😛

Não dá para dizer exatamente quantos anos nossa narradora tem. Em alguns momentos as frases soam extremamente infantis; em outras, de uma maturidade absurda. Na verdade, eu estranhei essa construção: a autora estava usando a voz da narradora, e vendo as situações como criança, ou a voz já era a de uma adulta que vê os pensamentos da infância por outra ótica? Fica a pergunta.

Fora esse pequeno detalhe, a leitura é rápida e interessante. Você já conversou com uma criança? Sabe quando ela descamba a falar, unindo os assuntos e não colocando muitas vírgulas entre eles? É mais ou menos assim. Do relacionamento com os irmãos, passando por cantar músicas, pensar nos pais, no suposto namoradinho, nas amizades, nos bichinhos de estimação. Um pouco daquele tudo com que a gente se preocupa quando ainda não temos muito com o que nos preocuparmos.

Leitura leve, rapidíssima (96 páginas de um livro formato A5, pense), e divertida, sim. Se ainda tiver por aí (os livros da Cosac vão esgotando, né?), vale o tempo gasto 😀

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