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Amadora, Ana Ferreira

Capa do livro Amadora, de Ana Ferreira

Título: Amadora

Autor: Ana Ferreira

Editora: Geração Editorial

Páginas:  149 p.

Ano: 2001

Formato da leitura: Livro digital

Sinopse: Esse é um livro de contos carregado de erotismo e a sensualidade. A autora Ana Ferreira mostra perfeita intimidade com a literatura já neste livro de estreia. E que intimidade! Nas páginas de “Amadora” as nossas mais recônditas fantasias são realizadas. A personagem principal – a amadora do título, aquela que ama – olha nos olhos do leitor para falar de coisas que fariam Henry Miller corar de vergonha. Mas não pensem que se trata de um livro pornográfico. Ele é, sim, uma obra de muita coragem de um assunto que é parte fundamental do nosso dia a dia – a sexualidade – ainda que ela esteja apenas no ar, em pequenos gestos ou em breves instantes. Ana capta essa força e a transforma em grande literatura. Se você pensava que Anaïs Nin, Henry Miller e Charles Bukowski haviam esgotado todas as maneiras de narrar como homens e mulheres se entregam sem censura ao amor e ao sexo, precisa conhecer Ana Ferreira e seu romance inédito “Amadora”, publicado pela Geração Editorial – a mais polêmica do mercado.

Opinião: Na minha promessa de ler mais autoras nacionais, esse livro “chegou às minhas mãos” (é digital, então ‘chegou às mãos’ é muito figura de linguagem 😛 ). Livrinho curto, dava para ler em uma sentada no aeroporto, então foi o escolhido para me acompanhar na volta pra casa desse feriadão.

Ela escreve sem papas, o que é ótimo – e não concordo com o ser humano que incluiu o livro no Skoob, e sua afirmação de que ela escreve “machistamente”. Aliás, não concordo com parcialidades desse tipo – EI, POVO!!! Se você inclui um livro no Skoob, deve colocar uma sinopse imparcial na descrição, viu? Sua opinião pode ser colocada como resenha, tá?

Pois bem, continuando. Li a sinopse (no site da editora), li alguns comentários, e sinceramente, já não esperava muuuito – e ainda bem que não, poderia ter me decepcionado. Isso dos editores compararem com Nin e Miller… esqueçam. O livro tem um pouco de força, sim; e os limites de moral são meio nebulosos também; mas não tem a maestria e a beleza da escrita do mestres.

Não sei se era para ser um livro erótico, necessariamente. Acompanhamos a história da vida amorosa/sexual de Angela, e não em ordem cronológica. A narrativa se dá em pequenos contos, como episódios, onde ela descreve suas aventuras e desventuras. Algumas absurdas (não disse impossíveis), outras improváveis, outras sem cabeça, algumas plausíveis.

Menina sem pai, a certidão de nascimento marcada pelo “-x-x-“, ela não desiste de indagar a mãe pela identidade paterna. A mãe insiste que seu pai é um anjo. Seu acesso às pastas de lembrança da mãe não desfazem o mal-entendido, e parte da trama se passa com sua busca por essa verdade.

Angela é uma mulher essencialmente livre. Busca seu dinheiro, troca de emprego dezenas de vezes, não tem raiz. Essencialmente, é uma mulher livre, o que é muito bom de ler. Uma pena que falta alguma coisa. Não entendi se no enredo, mas acho que na forma de contar essa história. Apesar de não ser uma obra prima, é uma boa distração.

Peguei o avião com um casal de velhinhos, e fiquei me perguntando, toda vez que eles olhavam de relance, se estavam conseguindo enxergar o que tava no texto – e se eu devia ficar levemente sem graça, ou se eles iam me falar “hi, minha filha, fica sem jeito não que a gente sabe tudo desse assunto aí!” Rsrsrs

Leia, e tire suas conclusões. E me diga o que acha, faz o favor! 😛

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