Livro O escafandro e a borboleta, Jean-Dominique Bauby

O escafandro e a borboleta, Jean-Dominique Bauby

Capa do livro O escafandro e a borboleta, de Jean-Dominique Bauby

Título: O escafandro e a borboleta (Le Scaphandre et le Papillon)

Autor: Jean-Dominique Baubty

Editora: Martins Fontes

Páginas:  144 p.

Ano: 2009 2ª ed. (1ª ed. 1997)

Formato da leitura: Livro em papel

Sinopse: Em 8 de dezembro de 1995, um acidente vascular cerebral mergulhou brutalmente Jean-Dominique Bauby em coma profundo. Ao sair dele, todas as suas funções motoras estavam deterioradas. Em seu corpo inerte, só um olho se mexia. Esse olho – o esquerdo – é o vínculo que ele tem com o mundo, com os outros, com a vida.

Opinião: O filme está na minha lista de “coisas a ver” desde o lançamento, praticamente. Minha estagiária (e em breve colega!) ofereceu o livro para a geladeira de trocas literárias, e eu rapidamente tratei de adicioná-lo à lista de leituras imediatas. É curtinho, com fonte grande, então a leitura passou num flash (mais propriamente: li de um dia para o outro).

Autobiográfico, conta como Bauby, editor chefe da revista Elle da França sucumbiu a uma doença que tira todos os movimentos, mas, tristeza (ou não), mantém intactas as faculdades mentais. A pessoa super ativa e acostumada aos luxos, que de repente mal consegue sair do quarto de hospital – apenas com ajuda. Chamada de “Locked-in Syndrome”, sua doença diz a que veio: você fica trancado em você.

Bauby escreveu o título com ajuda de uma enfermeira, e de uma tábua de letras (em ordem das mais usadas na língua francesa, para facilitar), e piscando quando a letra desejada lhe era apresentada (já pensou o que é isso?? Eu, que me irrito quando o pc trava por dois segundos??).

Tanto quanto respirar, sinto necessidade de emocionar-me, amar e admirar

Ele descreve como passa seus dias, como distrair a cabeça quando parece que o tempo não passa, a “culpa” por ouvir as pessoas sem poder respondê-las, sobre ver seus filhos pequenos sem poder falar com eles. Sem poder sair e ver coisas bonitas, sem poder levantar e pegar o livro que lhe interessa. Sem poder limpar a própria bunda, literalmente.

Bauby nos dá um lembrete, um empurrão para a comemoração do trivial na nossa vida: levantar sozinhos, tomar nossa xícara de café, sair sem auxílio, poder coçar a própria cabeça.

Recomendo muito a leitura, mexeu comigo.

O filme, eu ainda não vi. Mas tá na lista!

2 comentários

  1. Oi, Paulla!!! Tudo bem?
    Li o livro e assisti ao filme. Acredito que a forma como o livro foi escrita acaba por ultrapassar o conteúdo, enquanto eu lia só imaginava o processo e as condições do autor enquanto “escrevia”…
    O filme, na minha opinião, é melhor. Mostra bastante a luta do Bauby entre esse estado de estagnação física e o fervor psicológico, e me emocionou muito mais que o livro. Quando você assistir ao filme, me conta suas impressões.

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