Plataforma, Michel Houellebecq

Plataforma, Michel Houellebecq

Título: PlataformaCapa do livro Plataforma, de Michel Houellebecq

Autor: Michel Houellebecq

Editora: Círculo do Livro

Páginas:  112 p.

Ano: 1984

Formato da leitura: Livro em papel

Sinopse: O polêmico escritor francês Michel Houellebecq recheia ‘Plataforma’ com sexo, fundamentalismo, globalização e muito mais. Sua prosa cáustica, elegante e pornográfica é notada por onde passa, deixando rastros de amor e ódio. A partir da vida de Michel, um burocrata do Ministério da Cultura Francês de 40 anos, viciado em peep shows, que parte em uma excursão à Tailândia privilegiando roteiros do turismo sexual, Houellebecq traça um panorama sério, grotesco e contundente da sociedade pós-moderna.

Opinião: Quando peguei esse livro na biblioteca, eu já sabia que ia rolar polêmica; mas então eu já havia lido o Submissão, do Houellebecq, e sabia mais ou menos o que esperar.

Acompanhamos Michel, um cara mediano, na meia-idade, sem muitas expectativas de vida, nem sonhos, nem objetivos. Trabalha em um órgão público organizando mostras de arte contemporânea (que ele não gosta). Quando seu pai morre e lhe deixa uma certa quantia, ele decide gastar parte da grana com turismo. Mas não qualquer turismo… seus destinos favoritos são os que possuem rotas alternativas para exploração sexual local.

Foto ilustrativa para o livro Plataforma, de Michel Houellebecq: prostituição na Tailândia
Tailândia e o turismo sexual

Em uma de suas viagens para a Tailândia (porque não, né?) acontece o inesperado, e Michel se vê envolvido com uma moça bonita e reservada. Valerie trabalha com operações de turismo, e junto com Michel elaboram um plano bastante “ousado” para salvar uma cadeia de resorts: unir turismo e sexo de forma profissional e às claras.

Esse autor adora uma polêmica. Seus personagens são ou xenófobos, ou misóginos, ou racistas, ou mais um monte de coisas péssimas de se dizer das pessoas. Não dá para saber se o autor está refletindo algum pensamento interno ou se ele apenas constrói muito bem a psiquê nos seus livros.

Mas é interessante de ler… geralmente a gente procura personagens por quem sentimos simpatia, que se redimem de alguma forma, que ensinam uma lição para a gente… aqui não, com Houellebecq isso não acontece. As pessoas são como são, e ele não está aqui para dar lições de moral, apenas para contar suas histórias e pensamentos.

É incômodo. Não estamos mais acostumados a ler e confrontar coisas que não pensam como nós, que não agem como agimos, especialmente quando algumas noções de moral são tão visivelmente “erradas”. Mas é muito bem construído, e o final me surpreendeu muito! Não que tenha havido uma mudança – a linearidade dos personagens é visível – mas, assim… você vem por uma estrada plana, acha que sabe onde ela está indo… e de repente abre uma cratera gigante na frente, sabe? Assim que me senti nas páginas finais.

Recomendo, mas tem que ter discernimento e um cadinho de estômago, dependendo das suas ideias e formação.

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