Livros de autoras mulheres formando mosaico

Desafio de primavera: Lendo mulheres #2

Eu já me propus esse desafio no outro século, 2017, quando ainda não estávamos usando cota de malha na rua, nem caçando bruxas (mas quase, já, viu?). Tem link aqui, ó!

E se você acha que não devemos falar especificamente de literatura escrita por mulheres, um postzinho petitito (sério, é curtinho mesmo) sobre diferença de gênero na área, aqui.

Esse ano eu estou muito na vibe das politicagens: lendo sobre feminismo, consumo, anticapitalismo, decrescimento, veganismo… e vertentes: veganismo político, feminismo negro, obsolescência programada… Então para mim foi natural ir novamente para o desafio da leitura de autoras mulheres. É incrível como, é só parar de vigiar essa divisão de gênero, que o número de autores homens explode na minha listinha e as meninas vão ficando para trás.

Vantagens: os livros que eu MAIS QUERO LER, DESESPERADAMENTE, já são mesmo de autoras. O ponto zero da revolução, Sintomas Mórbidos, Uma verdade indigesta – esses eu tô me coçando para começar. Os de teoria feminista que tenho em casa (o da bell hooks, por exemplo, que eu li corrido, como literatura, e agora quero ler estudando, com mais atenção).

Percebi que quase todos também são de não-ficção, mas acho que é reflexo dos tempos atuais. Eu preciso me informar, me atualizar, embasar minhas ideias, e esses livros aí são ótimos fios condutores para ajudar o cerebrinho a elaborar melhor as teorias.

Pilhas de livros de autoras mulheres

ENTÃO, qual é o desafio?

Simples: só ler autoras mulheres durante a primavera. Uma colega comentou “ah, mas aí é fácil, são o que, uns dois livros?”.

Gente, ó só. Eu não julgo. Mas eu leio uns 80 livros por ano, três meses equivalem a quase 20 livros. 20 livros de autoras mulheres é coisa à beça; se minha média fosse 20 por ano, eu faria esse desafio para um ano inteiro.

Da última vez, eu estava dando “preferência” por autoras mulheres – e foi até bastante produtivo. Agora eu estou lidando com “exclusividade”. Nem para terminar aqueles livros pela metade de autores homens. E é bom deixar claro que, autorAs, para mim, são seres humanos que se identificam socialmente como mulheres, independente da opção sexual ou do sexo biológico.

Bora lá? Entre 21 de setembro e 21 de dezembro, o plot aqui é que só terão as meninas tudo 😛

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