Paulla_e_Frida

Quem é vivo aparece e pipoca(s) no cérebro

Quase dois meses desde o último post, e eu juro que a ideia não era essa. Estava empolgada em retomar as escritas, em ler e compartilhar, em debater. Mas sabe o que aconteceu? A VIDA. De setembro até agora teve: doença de pele da Frida, mudança de apartamento no meio da pandemia, compra de coisas, gasto de dinheiro. Últimos meses do mandato no CRB9, fechando documentos.

E PANDEMIA, lógico. Tivemos um pequeno respiro entre outubro e novembro. Mudei para um bairro que tem verde, numa rua residencial, com pouco carro e pouca gente andando; muita casa, menor densidade demográfica. Levo a Frida pra passear às 6h30. Encontrei alguns poucos colegas (máscara, lugar aberto, álcool gel), fui na rua tomar café (escolhido o momento mais vazio possível da padaria). Fui. Porque sabia que ia piorar, e precisava desse respiro.

Tava me preparando para a próxima onda, que já chegou – apesar da última nem ter ido. Os hospitais já estão colapsando de novo, e o povo tá nem aí. Adquiriram resistência ao horror. Pessoas próximas doentes, parentes dos amigos falecendo, e sinto de novo que vou ser uma das poucas pessoas gritando para que fiquem em casa. E não é porque eu queira, porque “eu aguento”, porque não ligo – eu tô louca, ansiosa, não consigo trabalhar direito. MAS, veja bem, pelo menos estou viva, e pretendo continuar assim. Então, em casa, novamente, como em março.

No momento, minha cabeça está tentando processar tudo, e li pouquíssimo nos últimos dois meses. Agora que tô voltando a pensar, nem sei o que começar a ler primeiro. Quero ler, escrever, compartilhar. Sonhando acordada com quando vou poder viajar, e querendo ler sobre as histórias dos lugares que pretendo ir.

Não estou normalizando o “novo normal”. Eu quero é ir pra rua, andar pra lá e pra cá (como sempre), doida pra ir ao cinema, comer nos meus restaurantes preferidos, tomar café, sentar na padaria e escolher vários doces da vitrine, passear nas livrarias. Mas não dá, então é adaptar.

Um último comentário, para que você que está em casa e também está ficando meio maluca: você não TEM QUE ser produtiva, falar cinco línguas, fazer 982 cursos. LEIA O QUE VOCÊ QUISER. Chick Lit. Best Seller. Paulo Coelho. Quadrinhos da Turma da Mônica. Romances açucarados, romances hot. Sabe o que li nos últimos meses? A coleção completa dos Bridgertons, da Julia Quinn – e me diverti muito. Li um monte de coisas leves, romances fáceis… de pesada, já bastava a vida.

E você aí , tem lido o que? Tem feito o que nos últimos meses? Como tá levando esse longo isolamento?

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