Livro Goodfellas, os bons companheiros e minhas pernas apoiadas num banco, segurando uma taça de vinho

Goodfellas, Nicholas Pileggi

Título: Goodfellas: Os bons companheiros (Goodfellas)

Autor: Nicholas Pileggi (EUA)

Editora: Darkside

Ano: 2020 (1ª ed. 1985)

Formato: Papel

Sinopse: O íntimo relato do mundo repleto de riscos do que alguns chamam de Máfia. Assim é Os Bons Companheiros, livro de não ficção escrito por Nicholas Pileggi, publicado originalmente em 1985, e base para o clássico filme dirigido por Martin Scorsese em 1990. Nele, acompanhamos a história de Henry Hill, nascido no Brooklyn, em Nova York, com mãe de origem siciliana e pai de descendência irlandesa, que já aos doze anos passa a integrar uma gangue de mafiosos da vizinhança como garoto de recados. Pileggi reconstrói a vida e trajetória de Hill com o bando controlado pela família Lucchese ― considerada a mais poderosa das cinco famílias mafiosas originais da cidade ― em detalhes fascinantes e brutais, em uma narrativa permeada de violência, loucuras, golpes e seu conhecido código de honra. O protagonista esteve envolvido no dia a dia da família mafiosa por quase três décadas, até 1980.

Opinião: Eu comprei esse livro para o Digníssimo, dei de presente de aniversário – e ele colocou numa pilha semi-interminável de leituras. O que fiz? Surrupiei e li primeiro 😛

Goodfellas, em português-BR “Os Bons Companheiros” é, definitivamente, um dos meus filmes favoritos. Revejo anualmente, se bobear, mais de uma vez ao ano, e sempre atentíssima. Dirigido pelo Scorsese, é um filme baseado na história real de Henry Hill, gansgster novaiorquino que, aos 35 anos, fez um acordo com o FBI para delatar o povo todo com quem ele andava.

Eu sempre curti essa história, mas não fazia IDEIA que era baseada em um livro até a Darkside publicá-lo em português. O livro é de 1985, e Pileggi já havia escrito outras obras biográficas de criminosos – quando descobriu a história de Henry ficou com a pulga atrás da orelha: como alguém de quem praticamente ninguém havia ouvido falar podia ser minimamente interessante? Quer dizer, ele pensou isso até dar uma olhada nas pilhas e pilhas (e pilhas!) de papelada do processo criminal dele, o número de contravenções, e especialmente, com quem ele estava metido.

O livro é contado pelo Pileggi, que nos passa informações do contexto, explica quem era quem, quais as condições sociais e econômicas da época em que se passava; e trechos das entrevistas, realizadas com Hill, Karen (a esposa) e Linda (a primeira namorada depois de casado). Henry, sob a proteção do sistema para testemunhas, concedeu as entrevistas de algum lugar dos EUA, que nem o autor sabe.

Protegido por uma das cinco famílias mafiosas que controlavam NY, para quem começou a trabalhar aos 12 anos, Henry esteve envolvido com tudo que podia que fosse ilegal: contrabando de cigarros, de roupas; golpes com cartões de crédito e dinheiro falso; receptação, apostas, assassinatos, drogas, armas. Mas seu golpe mais famoso é o assalto da Lhuftansa em 1978, um roubo de 6 milhões de dólares realizado no aeroporto John Kennedy, o maior realizado em território americano até então.

Para quem viu o filme, digo: ler o texto é o equivalente a ver o filme. Ficou i-dên-ti-co. Eu absorvi cada página com o filme passando na minha cabeça, especialmente minhas cenas favoritas, como a da cozinha da prisão, onde Paulie cortava o alho com uma gilete para ficar o mais fino possível. Tem alguma coisa diferente, mas em pouquíssimos pontos, que não agregariam tanto ao filme – mas que são interessantíssimos de aparecerem no livro.

Recomendo, livro e filme – e eu sou tão louca com filmes de máfia quanto sou com livros de scifi!

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