Livro Armada, de Ernest Cline, sobre uma mesa, com caneca de café e uma cafeteira moka

Armada, Ernest Cline

Título: Armada (Armada)

Autor: Ernest Cline (EUA)

Editora: Leya

Ano: 2015 (1ª ed. 2015)

Páginas: 432 p.

Formato: Papel

Sinopse: Durante toda a sua vida, Zack Lightman quis que o mundo real fosse menos chato. Segundo ele, a realidade poderia ser mais parecida com o universo dos livros de ficção científica, filmes e videogames. Poderia acontecer algo fantástico para que sua vida deixasse de ser monótona, levando-o a uma aventura – e por que não uma aventura espacial? Apesar disso, Zack diz a si mesmo saber a diferença entre a fantasia e a realidade e que jogadores de videogames adolescentes e sem objetivos na vida não são os salvadores do universo. Então, um dia, durante a aula de matemática, ele a vê pela janela: uma nave que se parece com o caça Glaive do videogame on-line de simulação de voo que ele joga todas as noites, Armada, que tem como objetivo proteger a Terra de uma invasão alienígena. Agora isso está realmente acontecendo. E suas habilidades, assim como as de milhões de jogadores no mundo, são necessárias para salvar o planeta da destruição.

Opinião: Eu precisava de um livro leve e descomplicado para distrair a cabeça – quando lembrei que comprei esse numa promoção em livraria de rua, por R$9,90; e pela sinopse eu percebia que era um daqueles YA despreocupados que eu estava precisando. Cline ficou conhecido quando o seu outro livro, Jogador nº1, virou filme (que eu ainda não assisti, por sinal).

Você precisa gostar MUITO de Scifi para curtir devidamente desse livro – o que, para mim, não foi problema 😛 A questão não é a trama nem a escrita, mas que na maior parte do tempo, ele só tem graça se você entender as zilhões de referências que o autor coloca: o livro é uma ode à ficção científica. São citados filmes clássicos, livros, games e músicas dos ano 80… Ah, e conhecer videogame ajuda também (#sdds meu xbox).

A história em si é aquilo que tá na sinopse, uma referência clara ao “Jogo do Exterminador” (que também virou filme!). A premissa é simples: e se, de repente, você visse os veículos espaciais e naves alienígenas de um jogo que é aficionado, ao vivo e de verdade? Jake, um rapaz com problemas de controle de raiva, criado pela mãe (o pai faleceu quando ele tinha apenas 1) e sem muitas ideias do que fazer no futuro – além de jogar e trabalhar na loja de games meio período, se vê no meio disso. Estaria ficando maluco? A loucura pode ser hereditária? Ou tem mais de verdade nisso do que parece?

Eu sempre tive imaginação fértil e adoro teorias da conspiração piradas. Vivo me perguntando se não vivemos na Matrix, se alienígenas não estão entre nós, se não somos nós mesmos os alienígenas, e quando passa uma nuvem muito escura no céu eu fico esperando que ela abra e apareça uma nave gigantesca. É óbvio que esse é meu tipo de livro, rsrs. E eu entendi 95% das referências, o que ajuda no agrado.

Se você não costuma jogar videogame, pode ficar enrolado/entediado com as descrições de cockpits e controles (até porque, se repetem MUITO na trama; MAAAAS eu entendo que está sendo narrado por um semi-adolescente, e eu no lugar dele também estaria BERRANDO as coisas na maior parte do tempo!). Mas se você não conhece muito e quer pescar uma lista de clássicos para ler, assistir e ouvir, dá uma olhada que o livro tem várias passagens.

Li 320 páginas em um dia, o que prova meu ponto da leitura descomplicada. Recomendo – mas não vá esperando uma obra-prima do scifi, não; é puro entretenimento-pipoca (não que não hajam vários méritos nisso!).

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