Capa_Candyman_Livro

Candyman, Clive Barker

Título: Candyman (Candyman)

Autor: Clive Barker (EUA)

Editora: Darkside

Ano: 2019 (1ª ed. 1985)

Páginas: 112 p.

Formato: Papel

Sinopse: Não é lenda urbana: Candyman está de volta. Você tem coragem de ler a história que deu origem a um dos personagens mais assustadores do cinema? Então prepare-se para a edição exclusiva, em capa dura, de mais uma obra-prima de Clive Barker, num livro doce e sangrento como só a DarkSide® Books poderia lançar. Em 1992, os fãs de filmes slasher ganharam um novo motivo para ter medo da escuridão. Um assassino sobrenatural que dilacerava sem perdão todos aqueles que ousavam repetir cinco vezes o seu nome: Candyman.

Opinião: Deixa eu contextualizar primeiro:

Barker é famoso por sua escrita visceral em relação ao terror, especialmente após a publicação e filmagem de Hellraiser (que tem o personagem Pinhead – também conhecido por parecer um tender de festa de final de ano, cheio de cravinhos, sabe?)

Barker lançou algumas coletâneas de contos, conhecidas como “Livros de Sangue” – o primeiro volume acaba de ser lançado pela Darkside, inclusive. Candyman, originalmente, é um conto que faz parte dessa coletânea.

Se você tem mais ou menos a minha idade (ali pelos 30) deve lembrar dos anúncios do filme Candyman, que passava geralmente nas madrugadas de sexta-feira treze no SBT (intercalando com Jason e Freddy Krueguer). A história é essencialmente a da maioria das lendas urbanas: você precisa “chamar” Candyman algumas vezes para fazer com que apareça (qualquer semelhança com Bloody Mary ou a Loira do Banheiro não é mera coincidência).

Helen, a personagem principal, é uma estudiosa de linguagem escrita das ruas – também conhecidas por grafites e/ou pichações. Durante a busca de material para sua dissertação, encontra uma pintura particular em um conjunto habitacional de baixa renda, que ela sente “estar viva”. Até aí tudo bem; o problema é quando ela descobre que nesse mesmo conjunto estão acontecendo coisas estranhas, mortes que não são comentadas e negadas até pelos moradores. E aí, o que ambas as coisas tem haver? Sussurros sobre a lenda urbana começam a ser ouvidos, encobertos pelo medo e respeito de quem mora nos arredores. E então aparece a questão-master: a lenda só existe se acreditamos nela (pergunta-chave no filme A chave mestra também)?

Candyman, que tem seu nome associado à docinho – e às abelhas que ele carrega por aí, não deixando de lado a mão de gancho, que considero uma alegoria ao ferrão – é um personagem difícil de esquecer quando você assiste ao filme aos 8 anos de idade. Eu, que já apresentava um pequeno pavor de bichos que picam (tenho alergia a picadas de inseto desde a tenra idade), fiquei ainda mais travada quando encontrava abelhas (passei vergonha correndo de abelha na praia; ela estava atrás da minha garrafa de coca-cola… no final, joguei a garrafa na areia e saí correndo, com a parentada toda rindo de mim, rsrsrs).

Sempre fico em dúvida sobre o quanto escrever da história para não dar spoiler involuntário; assim sendo, só posso dizer: se tiver como, leia. É bem curtinho (nasceu como conto, né?) e tem lá seu impacto. Barker é mestre em criar personagens que beiram o grotesco; seu terror, ao contrário do Stephen King que em geral é psicológico, é bastante visceral (no sentido literal: vísceras escorrendo por toda parte). Se ler em inglês, pode jogar “The forbidden” no buscador, não é difícil de encontrar o conto pelas internétes.

(ps. engraçado que não vejo filmes de terror há anos, eles me deixam sem dormir. Mas ler… a, ler eu curto!)

3 comentários

  1. Eu adoro o Livros de Sangue, mas li numa versao pirata traduzida em PT quando era adolescente. Comprei os dois volumes em inglês para ler mês que vem. Tô ansiosa. Se eu empolgar, devo comprar o Candyman também – vai ser interessante ler logo depois do conto. Te conto!

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  2. Acredita que ainda não li? Preciso! Nunca tinha associado o gancho ao ferrão, quão lerda?
    E quando eu for ai, vamos ver filme de terrorrrr

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